Atacarejo: Dá para construir identidade utilizando a mesma comunicação do varejo tradicional?

Pergunta instigante essa. A questão aqui é entender os desdobramentos de duas importantes mudanças. A primeira: o atacado de autosserviço, que fazia parte do negócio de comerciantes e transformadores passou a ser atraente também para consumidores finais. Eles viram no preço de atacado um caminho para manter o padrão de vida nos tempos agudos da crise. Já a segunda mudança está ocorrendo agora e traz uma interrogação: será que os consumidores que foram para o atacarejo na crise voltarão ao supermercado em uma eventual situação de mercado reaquecido?

ATACAREJO NO BRASIL VIROU SINÔNIMO DE CRISE
Mesmo tendo surgido lá no início dos anos 70 aqui no Brasil, o sistema despontou mesmo foi em meio à crise e isso resultou em algo nefasto para a sua imagem: a percepção negativa, a associação aos tempos difíceis, a opção que o consumidor não queria fazer. Leia qualquer matéria e você verá atacarejo e crise lado a lado, um espelho do outro. Como você sabe, a repetição cria dogmas e foi exatamente isso o que aconteceu com o atacarejo – jornais, revistas, blogs, sites – tudo creditando somente à crise o crescimento do setor. 

O QUE É PRECISO FAZER?
A convivência entre varejo e atacarejo será inevitável a partir de agora. É preciso então pensar nas razões que levarão o consumidor para um ou outro lado – ou até mesmo para os dois. Descolado da crise, o atacarejo deve ter os seus atributos explicitados para trilhar seu próprio caminho e construir algo sólido e diferenciador na percepção das pessoas. Trabalhar o reason-why de acordo com o propósito que o orienta: oferecer preço de atacado direto ao consumidor final. 

E COMO CRIAR ESSA DISRUPTURA ENTRE ATACAREJO E VAREJO DE SUPERMERCADO?
Os responsáveis pelo marketing das grandes redes – especialmente aquelas que congregam atacarejo e varejo de supermercado – são compreensivelmente resistentes a abandonar o formato chamada-oferta-comando. O problema que isso remete imediatamente ao varejo tradicional! O atacarejo é algo novo para o consumidor, mas a sua comunicação é igual àquela que ele viu a vida inteira. O intuito aqui é promover uma discussão: é possível criar uma comunicação bem alinhada com as características e especificidades da operação? 

ATACAREJO PRECISA COMBINAR PROPAGANDA E PUBLICIDADE
O material de comunicação precisa ter a cara do atacarejo para que mensagem e operação estejam fortemente conectadas. Na mídia aberta, trabalhar a percepção estabelecendo a clara diferença entre supermercado (experiências) e atacarejo (preço baixo). Nas ferramentas WEB ser prestador de serviço, orientar o comerciante e a dona de casa sendo parceiro pela lucratividade e aliado no controle do orçamento doméstico.  Vejam que demanda isso cria: fazer propaganda para gerar fluxo de loja; fazer publicidade para vender o atacarejo e consolidar o propósito que o orienta.

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Do planejamento à execução, teremos prazer em compartilhar com você as experiências que somamos ao longo desses 30 anos de atendimento ao varejo e atacado.  
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