Copa do Mundo e marketing: cuidados e regras a seguir

Um dos maiores eventos esportivos do mundo tem data marcada para começar: o primeiro jogo da Copa do Mundo FIFA de 2018, sediada na Rússia, está marcado para o próximo dia 14, e será disputado pelo país anfitrião e a Arábia Saudita. 

A comoção em torno da competição muda o comportamento do consumidor, que passa a comprar mais – mais bebidas, mais comidas, mais artigos esportivos, etc. É importante lembrar, no entanto, que termos como “Copa do Mundo”, “Copa do Mundo 2018”, “Rússia 2018” e “FIFA” são marcas registradas, ou seja, para usá-los em contexto de vendas é preciso ser um patrocinador. “Copa”, por sua vez, pode ser usado livremente, mas é imprescindível prestar atenção a detalhes como este. 

Em relação às imagens, as regras também são estritas: designs oficiais com direitos autorais de obras artísticas são de uso proibido. Aqui encaixam-se o emblema oficial da Copa do Mundo, pôster oficial, mascote, troféu, tabela de jogos e identidade visual das competições. 
Outra orientação importante diz respeito aos sorteios ou ações promocionais vinculadas ao campeonato, que estão igualmente proibidos. A FIFA entende que empresas não patrocinadoras podem se valer do megaevento para autopromoção, prática chamada de marketing de emboscada, dividida em duas definições:

  • marketing de emboscada por associação: quando uma marca se utiliza de símbolos para associar-se a um evento que não patrocina; 
  • marketing de emboscada por intrusão: ações de marketing das quais uma marca lança mão em locais não autorizados.

Lembre-se de que apenas os patrocinadores podem vender produtos oficiais da Copa do Mundo. A réplica de chaveiros, camisetas, ingressos, badulaques ou qualquer outra coisa é considerada falsificação e pode gerar grande dor de cabeça. 

No tocante à Seleção Brasileira, as marcas registradas pertencem à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), não à FIFA. As orientações, ainda assim, são similares: quase tudo é proibido. Usar emblemas da Seleção, da Nike, patrocinadora oficial, da CBF ou qualquer imagem com a camiseta do Neymar, por exemplo, pode render multa.

Diante de tantas restrições, a saída é ser engenhoso e criativo ao linkar seu produto ou serviço à Copa. É dono de um posto de combustíveis? Abaixe o preço da cerveja nos dias de jogo do Brasil! Gere um restaurante? Exiba os jogos na televisão! Há sempre uma brecha para navegar na onda de eventos cercados de burocracia, basta procurar!