Psicologia das Cores

A psicologia da cor em marketing e branding é muito mais do que apenas uma explicação do que cada cor representa. Há muito tempo, pesquisadores e cientistas estudam a relação entre cor e comportamento humano. Foi em 1810 que Goethe publicou sua Teoria das Cores, vinculando as categorias de cores às respostas emocionais. Recentemente, um estudou de neurobiologistas explicou como o sistema visual humano lida com os diferentes comprimentos de ondas de luz e como as cores afetam a nossa percepção. Em 2006, Aslam descobriu que a cor afeta o humor influenciando inconscientemente os comportamentos e motivações das pessoas.

No marketing, cada detalhe mínimo aplicado em um produto ou serviço impacta o consumidor de alguma forma, estimulando ou dificultando a compra. Singh (2006) concluiu que as pessoas tomam suas decisões dentro dos 90 segundos iniciais com produtos, sendo que de 62 a 90% da avaliação é baseada apenas nas cores.

Aspectos que são levados em conta por marcas e empresas ao fazerem seus anúncios. Elas certamente sabem que as cores mais vibrantes e primárias evocam fortes emoções e levam pessoas à ação, como por exemplo, o McDonalds que utiliza amarelo e vermelho. Enquanto as cores mais sutis têm a capacidade de promover o relaxamento e a tranquilidade, exemplo de estratégia usada pela rede de cafés Starbucks, que adotou o verde. 

O cliente passa por três etapas durante o processo de interpretação das cores: primeiro – a identificação, segundo – um sentimento e terceiro – é dado uma série de significados para a imagem em nosso cérebro.

Em 1980, o psicólogo Robert Plutchik desenvolveu uma roda de cores para compreender as variações das emoções humanas. Na representação, Plutchik aponta que são oito emoções primárias: a raiva, o medo, a tristeza, o nojo, a surpresa, a curiosidade, a aceitação e a alegria. Confira no infográfico a seguir: